Em meio as incertezas, diversos bancos centrais ao redor do globo começaram ontem a oferecer liquidez ao sistema bancário. E essas atuações prosseguiram hoje na Europa e na Ásia. Pela manhã, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a injetar recursos e foram cerca de ? 61,05 bilhões em uma oferta de três dias no mercado aberto da zona do euro.
Para Mirian Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK, as atuações dos BCs indicam que os riscos e as conseqüências da crise podem ser maiores do que os que eram previstos. "Mas ainda é prematuro afirmar se esses problemas do segmento de crédito de segunda linha nos Estados Unidos terão força para comprometer o crédito e liqüidez mundiais, provocando uma crise no sistema financeiro e uma recessão de grandes proporções", comenta.
Nessa conjuntura em que o foco principal da atenção está para as condições de liquidez dos mercados, os indicadores econômicos dos EUA estão em segundo plano. Foi divulgado que o preço de importação apresentou alta de 1,5% em julho, seguindo avanço de 0,9% registrada em junho, reforçando a visão do Fed de que a inflação pode não recuar como o esperado, razão pela qual o controle dos preços segue como prioridade.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)