Mercado internacional continua dando o tom dos negócios

SÃO PAULO, 8 de agosto de 2007 - O mercado internacional mais uma vez deu o tom dos negócios e a interpretação de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sinalizou que a economia norte-americana deve continuar crescendo, apesar da recente turbulência com o setor de crédito, abriu espaço para recuperação dos ativos brasileiros. No câmbio, o dólar cedeu 1,15%, para R$ 1,884 na compra e R$ 1,886 na venda. O risco-País caía mais de 8%, aos 172 pontos. Mas analistas não descartam novas ondas de volatilidade, por conta das preocupações com os subprimes.

"Um dos efeitos do documento foi a redução das apostas na queda de juro americanos ainda este ano, como vinha sendo precificado depois do acirramento da crise envolvendo o setor de crédito imobiliário de alto risco", comentou um operador. Dow Jones subia 0,39%, instantes atrás, enquanto que a Nasdaq avançava 1,55%.

Nesta quarta, passado o clima de expectativa com o Fed, as operações voltaram a ser influenciadas pelo noticiário do dia-a-dia e pelos bons fundamentos da economia brasileira. Aqui, novo índice de inflação mostrou que as pressões sobre os preços estão sob controle. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho apresentou alta de 0,24%, abaixo da variação de 0,28% apurada em junho.

Lá fora, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou que as vendas no atacado superaram a formação de estoques durante o mês de junho. Tal movimento sinaliza que as companhias seguirão com as encomendas à indústria. No período, os estoques cresceram 0,5%, enquanto que as vendas expandiram 0,6%.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

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