Agência EFE
BELO HORIZONTE - O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, evitou nesta terça-feira endossar um candidato em particular para assumir a chefia do Fundo Monetário Internacional, mas disse que deve ser alguém que mantenha o rumo em direção à reforma.
Paulson, no Brasil para um tour por três países na região, foi questionado por repórteres se estava informado sobre a candidatura do ex-ministro francês das Finanças Dominique Strauss-Kahn, que foi apoiado por alguns países da União Européia.
- Estou muito familiarizado com o processo. O FMI é uma instituição importante e eu acho muito importante que o próximo líder continue a agenda de reformas - disse.
Ministros de Finanças da União Européia disseram em Bruxelas nesta terça-feira que Strauss-Kahn era o candidato escolhido a assumir o cargo de diretor-gerente deixado vago por Rodrigo de Rato, mas a Grã-Bretanha pareceu querer outros candidatos.
O chefe do Tesouro dos EUA pareceu determinado a não tomar lados na questão, especialmente perante a controvérsia que se seguiu à seleção de Robert Zoellick para chefiar o Banco Mundial, no começo deste ano.
À época, alguns países contestaram o poder de escolha dos Estados Unidos para o Banco Mundial e o da Europa para o FMI, dizendo que a prerrogativa deveria ser colocada de lado em reconhecimento ao crescente poder de economias emergentes.
- Passamos por um processo semelhante quanto à candidatura de Bob Zoellick para o Banco Mundial. Esse processo me deixou otimista de que os europeus apresentarão um consenso e que será bom - disse.