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SÃO PAULO - A inflação brasileira para a terceira idade desacelerou no segundo trimestre do ano, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A principal pressão veio dos custos de vestuário, enquanto os transportes contribuíram para a queda.
O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC3i) registrou alta de 1,18 por cento no período, ante variação positiva de 1,57 por cento registrada nos três primeiros meses de 2007.
Foi a menor variação desde o quarto trimestre do ano passado, quando o IPC3i subiu 0,86 por cento.
Entre os sete grupos que formam o índice, a maior alta foi registrada por Vestuário, de 1,91 por cento no segundo trimestre. Saúde e cuidados pessoais e Habitação também se destacaram, com avanços de 1,56 e 1,49 por cento, respectivamente.
O único grupo a apresentar baixa de preços foi Transportes, de 0,06 por cento. Esse movimento foi resultado sobretudo da queda de 2,14 por cento do álcool combustível.
Os preços de Alimentação subiram 0,99 por cento no segundo trimestre, bem abaixo da alta de 4,44 por cento no primeiro. As principais quedas de preços nesse item foram de tomate, cenoura, laranja pêra, beterraba e açúcar cristal.
Por outro lado, as maiores pressões individuais vieram do leite longa vida e da batata inglesa. Seguiram-se empregada mensalista, plano e seguro saúde e tarifa de energia.
O índice mede os preços para as famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos.