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Paralisação pode durar mais de cinco dias, avisa FUP

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SÃO PAULO, 29 de junho de 2007 - O diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, acredita que a paralisação de cinco dias decidida pela entidade poderá superar esse prazo, caso as conversações com a Petrobras não avancem. "Avaliaremos a greve no dia-a-dia, mas podemos até entrar em greve por um período maior", disse.

O executivo destaca que 12 dos 17 sindicatos ligados à categoria dos petroleiros aderiram à greve, o que representa cerca de 35 mil dos 50 mil funcionários da estatal. Desses, 80% aprovaram o movimento. Os funcionários filiados a esses sindicatos são responsáveis pelas operações da Petrobras nos estados de Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, além do funcionamento da Refinaria de Duque de Caxias, das produções da Bacia de Campos e das duas refinarias paulistas de Paulínia e Capuava, destaca ele.

Quando questionado sobre qual seria o impacto da greve na produção total da Petrobras, estimada em cerca de 1,8 milhão de barris diários de petróleo, o diretor da FUP ressalta que esse percentual depende de como a estatal pretende operar suas linhas de produção. "A Petrobras tem uma equipe de contingenciamento, composta por supervisores e gerentes, que são funcionários da empresa e por isso não participarão da greve", lembra.

Agora, a FUP está convocando os petroleiros para discutir, no próximo dia 4 de julho, a respeito da paralisação das produções. A partir do dia seguinte, a entidade poderá convocar a greve geral a qualquer momento.

Neste momento, destaca Rangel, a proposta apresentada pela direção da Petrobras está bastante distante dos pedidos dos petroleiros. "A estatal não considera reparação aos funcionários e também está longe de trazer um plano de carreira adequado para alguns cargos, mas apesar disso estamos prontos para conversar com a Petrobras em qualquer horário", completou.

(Redação - InvestNews)