SÃO PAULO, 29 de junho de 2007 - A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) criticou hoje a decisão do governo brasileiro de instituir o Regime de Tributação Unificada para importações procedentes do Paraguai. Para o presidente da entidade, Humberto Barbato, a decisão anunciada hoje, por intermédio da Medida Provisória (MP) de nº 380 publicada no Diário Oficial da União (DOU), não deveria ter sido feita antes de uma discussão mais ampla sobre o tema, e muito menos por intermédio de uma MP. "Medidas Provisórias devem ser adotadas para assuntos urgentíssimos de interesse do País e não para atender objetivos de uma política externa de raros e discutíveis resultados, conduzida pelo governo brasileiro, aparentemente preocupado com as manifestações radicais dos políticos paraguaios em momento eleitoral´, destacou o executivo, em nota.
A Abinee alega que estava em conversações com a Secretaria da Receita Federal para apontar o prejuízo que tal medida poderia trazer às indústrias do setor eletroeletrônico instaladas no Brasil. "Permitir o ingresso de produtos eletrônicos chineses e taiwaneses e do leste asiático em geral através do Paraguai nada tem a ver com o adensamento de cadeias´, disse o executivo, referindo-se à estratégia adotada pela Abinee de adensar as cadeias produtivas, principalmenteno no âmbito do Mercosul.
Apesar das conversações com o Governo Federal, a tentativa da Abinee de proteger a indústria nacional não surtiu efeito, concluiu o executivo. "Tudo indica que os nossos esforços e manifestações não foram levados em consideração, o que corrobora nossa desconfiança de que a indústria deixou de ser prioridade no Brasil´, completa.
(Redação - InvestNews)