A redução dos juros se concentrou nas linhas de crédito voltadas para as pessoas jurídicas. Nessas carteiras, as taxas médias recuaram um ponto percentual, para 24,3% ao ano. Para pessoa física a redução foi de 0,5 ponto percentual no mês e de 7,5 pontos em doze meses, chegando a 48,6% ao ano. As taxas para pessoas físicas e jurídicas são as menores da série histórica iniciada em junho de 2000.
Entre as linhas de crédito, o cheque especial - taxa mais elevada pesquisada pelo BC - teve uma leve redução de 0,6 ponto, para 140,3% ao ano, o crédito pessoal caiu 0,3 pontos e chegou a 52,2%. Já a aquisição de veículos teve pequena redução de 0,7 ponto, para 29,8%.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, destaca que a aquisição de veículos passou a ser feita principalmente por leasing, devido às facilidades da operação e as taxas mais em conta.
"O leasing para pessoa física teve variação de 6,8% em maio na comparação a abril, no mesmo período o crescimento do leasing para pessoa jurídica foi de 4,4%", disse
O total das operações de crédito do sistema financeiro teve um leve aumento de 1,1% entre maio e abril, para 32%. De acordo com os números do BC, a carteira de empréstimos - incluindo recursos livres e direcionados - terminou o mês passado em R$ 786,123 bilhões. Em doze meses, a taxa de crescimento é de 20,2%.
O valor da total da carteira do mês passado equivale a 32% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a nota, a maior parte dos empréstimos foi direcionada ao mercado de crédito livre, com fatia equivalente a 22,3% do PIB. Para o segmento de recursos direcionados, foram 9,8% do PIB, mantendo-se estável em relação a abril. Há um ano, essas parcelas estavam em 19,9% e 9,5%, respectivamente, o que somava 29,3% do PIB.
Na divisão por instituição financeira cedente, os bancos privados lideraram, com 13,5% do PIB, públicos vieram em segundo mantendo o índice estável, com 11,5%, e estrangeiros responderam com 7,1% do PIB.
Os prazos de empréstimo tiveram pequenos aumentos, tanto para pessoa física quanto para empresas. O prazo das empresas que antes era de 241 dias passou para 252 e da pessoa física foi de 389 dias para 398 dias de prazo para pagamento.
O spread bancário médio - diferença entre taxa de captação e o valor cobrado do cliente tomador - teve ligeira queda de 0,2 ponto percentual em maio, para 26,2 pontos. A redução foi liderada pelas linhas de crédito voltadas para as pessoas jurídicas.
Segundo as informações do BC, as operações para as empresas tiveram corte de 0,5 ponto percentual no spread, para 12,8 pontos percentuais. No crédito para a pessoa física, apesar dos juros estarem em queda, houve elevação de 0,1 ponto, para 37,7 pontos percentuais.
No país de taxas de juros em queda e oferta de crédito em crescimento a inadimplência está estável, em doze meses o índice de inadimplentes caiu 0,1%.
(Alexandra Bicca - InvestNews)