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Dólar sobe com viés negativo nos mercados externos

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SÃO PAULO, 22 de junho de 2007 - O câmbio continua acompanhando de perto qualquer indicação sobre o andamento da economia norte-americana, e, em particular, a trajetória dos juros dos títulos públicos daquele país. Os sinais contraditórios dos últimos dados, que ora apontam para a possibilidade de corte de juros nos EUA, ora para a necessidade de um aperto monetário maior, mantém o tom de cautela dos investidores, já em compasso de espera pelo encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na próxima semana.

Instantes atrás, o dólar comercial subia 0,21%, comprado a R$ 1,920 e vendido a R$ 1,922 na venda, depois flutuar entre as pontas de venda de R$ 1,919 e R$ 1,923.

A volatilidade ainda predomina nos mercados internacionais. Há poucos minutos, os juros dos Treasuries reduziram o ritmo de alta e os futuros de Nova York, que estavam apáticos mais cedo, acentuam a baixa. As bolsas européias também operam no terreno negativo. Os efeitos dos problemas em dois fundos de hedge do Bear Steams continuam contaminando os negócios em Wall Street.

Na Ásia, o temor de ajuste monetário derrubou as bolsas. O índice Xangai Composto caiu 3,3% e o Shenzhen Composto perdeu 4,6%, por conta da perspectiva de que o governo irá adotar novas medidas no fim de semana para controlar o mercado acionário.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)