Agência EFE
BUENOS AIRES - A dívida externa pública e privada da Argentina chegou a US$ 112,281 bilhões no primeiro trimestre do ano, o que demonstra um crescimento de US$ 3,675 bilhões (3,38%) em relação ao fim de 2006, informaram hoje fontes oficiais.
O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) destacou em seu relatório trimestral sobre a balança de pagamentos que o aumento da dívida se deve a ofertas de bônus públicos e a obrigações do setor privado por operações relativas ao comércio exterior.
O relatório não discrimina os valores das dívidas pública e privada, mas ressalta que, entre janeiro e março passados, as reservas do Banco Central aumentaram em US$ 4,660 bilhões em comparação ao último trimestre de 2006, chegando a US$ 36,850 bilhões.
Já o superávit em conta corrente sofreu uma perda de US$ 329 milhões em relação ao primeiro trimestre do ano passado, ficando em US$ 861 milhões.
- Em termos anualizados, o superávit em conta corrente da balança de pagamentos se mantém acima de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) -, especifica o relatório.
Em junho de 2005, a Argentina concretizou com credores privados uma troca com a qual diminuiu em 65,4% uma dívida de US$ 102 bilhões, enquanto em janeiro deste ano cancelou integralmente um débito de US$ 9,5 bilhões que tinha com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Depois da troca e do pagamento ao FMI, a dívida pública argentina, que no fim de 2004 era de US$ 191 bilhões, caiu para US$ 104,364 bilhões, o equivalente a 67% do seu PIB.