O ministro anunciou à imprensa que deixaria prematuramente a reunião ao lado de seus parceiros indiano, americano e europeu devido à ausência de um consenso sobre o futuro do comércio mundial. Ele mencionou a conferência ministerial em Cancun, que fracassou devido ao confronto Norte-Sul. "Os países desenvolvidos se encontram em um nível comum confortável para eles mesmos", disse o ministro em referência a aliança euro-americana sobre questões agrícolas e produtos industriais.
A conferência de Cancun encalhou em um projeto de regulação euro-americano, que beneficiava os agricultores dos países ricos. Este documento suscitou a ira dos países emergentes que se reuniram em seguida para formar o "G-20". Amorim denunciou as concessões exigidas em Potsdam pelos países ricos da parte do Brasil e da Índia em matéria de importações de produtos industriais.
A União Européia e os Estados Unidos exigiram que os dois países limitem em 18% ou 20% as taxas alfandegárias sobre seus produtos, o que levaria, segundo o brasileiro, a uma queda de 58% em média da proteção de seu próprio setor industrial, o eu representa três vezes mais do que as grandes potências estão dispostas a fazer.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)