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Resíduo industrial gera negócios de R$ 115 milhões

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SÃO PAULO, 30 de maio de 2007 - O destino dos resíduos industriais, principalmente nas fábricas de cimento, era considerado um dos maiores problemas para os fabricantes, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre). " Encomendamos um estudo para saber qual era a quantidade de resíduos sólidos gerados pelas indústrias brasileiras de diversos segmentos. Não conseguimos obter um resultado oficial e, por isso, encomendamos um estudo para a PricewaterhouseCoopers que obteve, através de um número limitado de indústrias, resultados interessantes", garante Diógenes Del Bel, presidente da entidade.

Conforme o estudo da PwC, em 2005, o tratamento de resíduos para o co-processamento, movimentou negócios com a redução de custos, da ordem de R$ 115 milhões.

Com o desenvolvimento de uma nova tecnologia, vários tipos de resíduos industriais foram processados e já são utilizados no abastecimento de fornos de cimenteiras, como combustível e na geração de energia elétrica. "O aproveitamento energético, depende da característica do combustível que cada uma das indústrias utiliza" acrescenta Del Bel.

Ainda de acordo com a pesquisa da Abetre, existe, atualmente no Brasil, 39 unidades privadas de co-processamento, que tratam cerca de 700 mil toneladas de resíduos por ano, algumas dentro das próprias unidades.

"Várias plantas foram preparadas para processar resíduos e algumas estão aguardando licença de órgãos ambientais para aumentar sua capacidade e os investimentos", garante o presidente da Abetre.

O executivo destaca que todos os investimentos são privados.

(Ivonéte Dainese - InvestNews)