Para ele, a manutenção do índice em um patamar tão baixo reflete o impacto da queda dos preços agrícolas tanto para o atacado como para o consumidor. No entanto, o analista acredita que poderia ter até havido uma desaceleração maior caso os preços de matérias-primas de metalurgia e mineração não tivessem registrado elevação. "O aumento desses itens contribuiu fortemente para a frear a queda do Índices de Preços por Atacado (IPA) em maio", destaca.
"O IGP-M acompanhou o movimento de outros índices gerais de preços", mas essa monotonia deve ser quebrada já em junho, uma vez que espera-se que os itens agrícolas provoquem impacto no indicador. "O recuo dos alimentos in natura pode começar a diminuir para recuperar as quedas acentuadas registradas anteriormente", explica Rosa, sem projetar um taxa de variação para o mês seguinte.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)