´Temos que resolver hoje a demanda de energia dos próximos oito, dez anos, porque de fato o crescimento tende a nos colocar em xeque nesse período, ou até antes disso. O governo também tem essa visão e está trabalhando para resolver isso nesse período´, afirmou Bernardo, depois de participar do 3o Fórum Globo News - O Tamanho do Estado e os Caminhos do Desenvolvimento.
Paulo Bernardo ressaltou que existe um número grande de usinas hidrelétricas em construção, mesmo que sejam unidades menores, mas lembrou que é preciso criar um debate sobre como aproveitar todas as possíveis fontes de energia. ´Quer dizer, diversificar nossa matriz.
A Petrobras já está fazendo isso na área do gás, e o governo vai ter que decidir em algum momento o que fazer na área nuclear e acelerar esse processo das hidrelétricas, disse o ministro.
Paulo Bernardo afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi elaborado também para atender as necessidades desse setor (energia) e que dos R$ 504 bilhões previstos para o programa, R$ 274 bilhões são destinados para a área energética.
O ministro disse ainda não acreditar que a Companhia Vale do Rio Doce esteja deixando de investir por falta de energia. ´Vocês viram as aquisições que a Vale está fazendo, o volume de investimento?´, questionou.
O ministro do Planejamento descartou a possibilidade de um apagão energético para os próximos quatro anos. ´Nós temos que trabalhar para afastar essa possibilidade, mas isso tem que ser um trabalho permanente. Não estamos descuidando disso, mas precisamos permanecer alertas´.
Na avaliação do ministro, a situação energética atual não indica impossibilidade de alcançar a meta de crescimento de 4,5%, mas aponta que é preciso ter mais energia para os anos subseqüentes. ´Até 2011 não temos problemas. Precisamos construir a energia extra para ser consumida na seqüência´.
O ministro do Planejamento ressaltou que o ambiente econômico é favorável, e que o país está a um passo de alcançar nível de investimento que pode significar um aumento de investimentos externos no país. ´Tenho certeza de que representantes de empresas brasileiras importantes estão de olho nisso, porque ao mesmo tempo temos que estimular que venham investimentos de fora, mas é importante que o empresariado nacional faça seus investimentos também para não perder espaço´.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)