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Lula anuncia investimentos de US$ 30 bilhões em siderurgia

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Portal Terra

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que as empresas siderúrgicas brasileiras investirão US$ 30 bilhões nos próximos quatro anos e que o país precisa aumentar sua produção de ferro e aço para poder competir com a China. No seu discurso, em São Paulo, na abertura do XX Congresso Brasileiro de Siderurgia, Lula afirmou que as empresas brasileiras do setor têm que buscar associações com as de outros países latino-americanos para crescer.

- O país não pode prescindir de várias outras siderúrgicas. Não podemos ficar parados vendo a China crescer - disse Lula, convidando empresários a investir em projetos siderúrgicos que estão em estudo nos estados do Maranhão e Ceará.

No encontro organizado pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o presidente ressaltou o apoio de seu governo à indústria e destacou o avanço do setor na conquista de novos mercados. Dos investimentos de US$ 30 bilhões previstos pelo setor entre 2007 e 2010, US$ 11 bilhões serão destinados ao ferro e US$ 19 bilhões à siderurgia, detalhou.

Ele acrescentou que os dois setores responderam no ano passado por 11% das exportações do país e 35% do superávit comercial. O setor gerou no ano passado 450 mil empregos diretos e 2 milhões de indiretos. Além disso, permitiu ao Brasil manter o primeiro lugar na produção mundial de ferro (19% de participação no mercado) e no 10º em aço (3,5%).

O governante aproveitou o encontro para "tranqüilizar" o empresariado sobre sua gestão. - Aqui no Brasil nós ficamos pensando que o mundo vai acabar se Fulano ganha as eleições, ou que o mundo vai explodir se ganha Beltrano. Queremos deixar o Brasil preparado o final do meu mandato, para que os senhores nunca mais tenham medo de eleições, porque elas podem mudar o homem que dirige o país, mas elas não mudam as regras que foram consolidadas pela sociedade - acrescentou.

O encontro vai até quarta-feira, com a participação de expositores como Antonio Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim; o economista Eduardo Giannetti; Ian Christmas, presidente do International Iron and Steel Institute (IISI); Akio Mimura, presidente da Nippon Steel (Japão); Baojun Ai, dirigente da Baosteel (China); e Hans-Ulrich Lindenberg, da Thyssenkrupp Steel (Alemanha).