Oscilando entre a mínima de R$ 1,943 e a máxima de R$ 1,949, o dólar exibiu queda durante todo o dia, para fechar vendido na mínima, com desvalorização de 0,46%. Os fundamentos estruturais do País, associado ao bom desempenho do comércio exterior e do risco-País mantêm o ambiente extremamente favorável aos ingressos de recursos.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a balança comercial está superavitária em US$ 16,390 bilhões no ano, sendo que apenas em maio, acumula saldo positivo de US$ 3,404 bilhões - segundo maior volume mensal do ano, perdendo apenas para abril, quando acumulou US$ 4,203 bilhões. Analistas consultados pelo BC estimam que a conta fechará o ano em US$ 42 bilhões.
A performance comercial também tem contribuído para a melhora do financiamento das contas externas brasileiras, o que aliado aos últimos dois upgrades puxam a taxa de risco-Brasil aos 141 pontos-base acima dos treasuries norte-americanos.
Nesta segunda, os ganhos verificados na Ásia e a alta no preço das commodities sustentaram o viés positivo da Bovespa, contribuindo também com a queda nas cotações do dólar.
Ao longo da semana, as atenções estarão na recheada agenda de indicadores, que traz dados a respeito do PIB dos EUA, renda e gastos do consumidor, PCE, ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o relatório sobre o mercado de trabalho. O conjunto destas informações ajudará a montar um panorama sobre o desempenho da economia norte-americana, e em especial, sobre a condução da política monetária.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)