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Fábricas chinesas produzem bichos de pelúcia com resíduos tóxicos

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Agência EFE

PEQUIM - Fábricas da província de Hebei, no nordeste da China, estão usando resíduos tóxicos de algodão para preencher bichos de pelúcia que eram distribuídos em várias cidades de todo o país, informou nesta segunda-feira a imprensa local. Além dos restos de algodão, no interior dos brinquedos foram encontradas tiras de papel, areia, bolsas de plástico e inclusive vasilhas de macarrão instantâneo, de acordo com uma reportagem da cadeia estatal 'CFTV' e publicada também no jornal 'South China Morning Post'.

Estes "brinquedos venenosos" podem causar brotoejas, diarréia e até pneumonia nas crianças, disseram ao 'CFTV' médicos do Hospital 3 da Universidade de Pequim. Os resíduos de algodão foram comprados de várias fábricas têxteis a preços muito baixos (US$ 0,003 o quilo) por fábricas que produzem os brinquedos sem licença nos municípios de Rongcheng e Baigou. Além do recheio tóxico, os olhos e os narizes dos brinquedos são fixados apenas com cola e podem se desprender facilmente.

A partir de 1º de junho, a China proibirá a venda de artigos para crianças que não possuam o novo certificado nacional obrigatório de segurança, aprovado dentro dos compromissos do país com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país fabrica dois em cada três brinquedos vendidos no mundo. A segurança continua sendo um dos grandes problemas dos brinquedos chineses, reconheceu hoje a agência de notícias oficial, 'Xinhua', que lembra a advertência emitida em 18 de maio pelo Sistema de Alarme Rápido da União Européia (UE) contra chocalhos chineses.

A agência lembrou também que, em 18 de maio nos Estados Unidos, foram recolhidas 200 mil peças de bijuteria para crianças, também fabricadas na China, que continham elevados níveis de chumbo.