Agência JB
RIO - A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou hoje financiamento de R$ 1,5 bilhão para a Vivo S/A, destinados à conclusão da rede de telecomunicações móvel com tecnologia GSM (padrão de telefonia mais usado no mundo) e à expansão da capacidade de tráfego nas regiões já cobertas pela operadora.
A Vivo é a única operadora que usa a tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access), atualmente, no Brasil. As demais utilizam a GSM (Global System for Mobile Communications), que oferecem equipamentos a custos menores devido à grande escala internacional.
Um dos méritos da estratégia da Vivo em ampliar a cobertura GSM é permitir o acesso de seus clientes ao modo digital em todo o país e no exterior, pois há outras operadoras utilizando a rede GSM já existente. No caso do CDMA, os terminais dos assinantes da Vivo em trânsito, em determinadas regiões (Minas Gerais e região Nordeste) só operam no modo analógico.
A rede GSM da Vivo, ficará sobreposta à atual CDMA, que hoje cobre 2.295 municípios. A empresa possivelmente não ampliará a cobertura CDMA para outras cidades, mas investirá na melhoria de qualidade e na expansão de capacidade para suportar o crescimento da base de assinantes.
O projeto da Vivo prevê que até julho deste ano todos os 2.295 municípios estejam cobertos pela tecnologia GSM, igualando a área de cobertura da rede original CDMA. A empresa concentrará os investimentos em 2008 no aumento gradual da capacidade de tráfego da nova rede GSM em função do crescimento da base de assinantes.
Outro mérito do projeto financiado pelo BNDES está na atualização tecnológica da companhia. A implantação da rede GSM permitirá, no futuro, a migração dos serviços do grupo para a terceira geração da telefonia móvel, conhecida como 3G. A principal vantagem comparativa da 3G, já em uso em diversos países da Europa e Ásia, reside na capacidade de tráfego em faixa larga de freqüência, se comparada com a tecnologia atualmente utilizada no Brasil, possibilitando acesso à Internet em alta velocidade e outras aplicações como vídeo-conferência.
O BNDES já aprovou financiamentos no valor de R$ 19,5 bilhões para as empresas de telecomunicações desde a privatização do setor, em 1998. O apoio do Banco gerou investimentos de cerca de R$ 60 bilhões na economia brasileira, no período. No ano passado, foram aprovados R$ 4,5 bilhões para a área de telecomunicações, destinados a projetos de expansão da rede e atualização tecnológica.
A Vivo emprega 5.896 funcionários e presta serviços em 19 estados brasileiros. Em outubro de 2006, concluiu seu processo de reestruturação que reuniu todas as operadoras de telefonia móvel do Grupo em uma só empresa, a Vivo S/A, controlada pela Vivo Participações S/A.
O grupo mantém projetos na área social, por meio do Instituto Vivo, organização sem fins lucrativos. Em 2005, o Instituto apoiou 41 projetos sociais voltados para a educação, esporte e meio ambiente. Dentre os principais projetos estão o combate ao analfabetismo, assistência a deficientes visuais e a adolescentes de escolas públicas.