O fundo, que foi distribuído no âmbito privado, conta com um compromisso de investimento de até R$ 400 milhões, e deve fechar o mês de maio com patrimônio de R$ 50 milhões.
A carteira do fundo será composta por quatro tipos de ativo: CCB (Cédula de Crédito Bancário), duplicatas mercantis, contratos de fluxo futuro e de faturização. Segundo o diretor da BerCapital, Eduardo Lisboa Rocha, a gestora criou critérios de elegibilidade específicos para cada ativo, criando procedimentos básicos de mitigação de risco de crédito e risco operacional, como a utilização de diferentes coberturas de seguros, além da definição de percentuais mínimos de garantia. Rocha afirma que esse novo formato de estrutura de FIDC oferece às empresas de pequeno e médio porte uma alternativa de funding, que permite alongar seu passivo bancário a prazos mais longos, em média de um a três anos e com custos reduzidos. "O mercado de FIDC estava limitado às grandes empresas, que tinham condições de viabilizar a motagem de fundos específicos. Com essa nova estrutura de fundo as empresas de pequeno e médio porte também poderão acessar esse mercado", diz.
O diretor ressalta que cada vez mais as empresas estão buscando o mercado de capitais para buscar finciamento. O volume em custódia de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) registrado na Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip) aumentou de 21,6% este ano, alcançando um volume de R$ 7,3 bilhões em maio, em comparação aos R$ 6 bilhões no final do ano passado. Em relação a abril de 2006, a alta do estoque deste ativo atingiu 66%. Atualmente, o volume de FIDC representa 94,8% do total de Fundos Fechados.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)