As instituições ressaltaram nesta segunda-feira que no projeto enviado ao Congresso não foram considerados planejamentos para "encontrar fórmulas de consenso que permitam reduzir os custos efetivos das operações de crédito e de outros serviços sem pôr em risco a segurança dos depósitos".
Correa apresentou, na última semana, no Parlamento o projeto de lei para regular o custo máximo efetivo do crédito e a otimização dos investimentos públicos, com o objetivo de reduzir as taxas de juros e comissões bancárias.
"As perdas que o sistema financeiro sofrerá afetarão a liquidez com que conta hoje e eventualmente obrigarão as autoridades bancárias a fechar algumas instituições. Outras se verão forçadas a suprimir ou restringir as linhas de microcrédito", acrescentaram em comunicado.
Os empresários do ramo ressaltaram que a iniciativa do presidente socialista Rafael Correa "é contrária ao interesse dos depositantes, à estabilidade do sistema financeiro e à permanência do regime de dolarização".
A economia equatoriana foi dolarizada em março de 2000 após a pior crise financeira nacional, estimada em cerca de US$ 5 bilhões e fez com que o Estado assumisse vários bancos com graves problemas de liquidez.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)