Entretanto, o dirigente da Afubra diz que a rentabilidade está abaixo do previsto e só não está melhor pela forte depreciação do dólar ante o real que reduz a receita do produtor. "Esperávamos uma reação maior do preço médio praticado no produto, mas o câmbio reflete na remuneração do produtor porque a maior parte do fumo é exportada", disse Petry. "A expectativa era de obter uma rentabilidade de pelo menos R$ 0,25 centavos maior que a do ano passado pelo o quilo do produto".
Mesmo com preço abaixo do previsto, os fumicultores do Sul do Brasil já venderam 70% da safra 2006/07 à indústria. A previsão é de uma produção superior a 700 mil toneladas de folhas de tabaco. Para o vice-presidente da associação, a comercialização do tabaco na atual safra está dentro das normalidades se comparar com a safra anterior.
Quanto à próxima safra (2007/08), o dirigente afirmou que boa parte dos produtores, que cultivam o fumo em regiões altas, já fez a semeadura da semente em canteiros para depois transplantar as mudas. Por ora, ele trabalha com uma previsão de produção semelhante a da safra atual, que está 70% colhida. Já a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Rio Grande do Sul (Fetag) prevê uma queda de 13% a 15% na área plantada de fumo na safra da temporada 2007/08 de 360 mil hectares.
Segundo Petry, a frente fria que ocorre principalmente na Região Sul do País não provocou prejuízos aos fumicultores que preparam os canteiros para a semeadura do tabaco. "A queda de temperatura é normal nesta época do ano, portanto os produtores têm cuidado para não ter perdas e nem prejuízos", declara o dirigente da Afubra.
(Viviane Monteiro - InvestNews)