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ONU frea projetos de carbono na cadeia de suínos

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SÃO PAULO, 25 de maio de 2007 - As mudanças introduzidas pelo Comitê Executivo da Organização das Nações Unidas em relação ao modelo de implantação de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para geração de crédito carbono podem inviabilizar a integração de pequenos produtores e interromper os projetos desenvolvidos por empresas como a Sadia e a Seara junto a seus integrados na cadeia de suínos.

O aumento das exigências em relação aos processos de controle, que requer a instalação de novos equipamentos, elevou os custos de geração dos créditos e tornou inviável a implantação dos projetos para os pequenos produtores, afirma Meire Ferreira, diretora-executiva do Instituto Sadia de Sustentabilidade.

A empresa mantém um projeto de neutralização dos poluentes com os criadores de suínos, que visa ao seqüestro do gás metano emitido pelos animais, que chega a ser 21 vezes mais poluente que o gás carbônico (CO2). A previsão era atender 3.500 integrados, e gerar 7 milhões de toneladas de CO2 em 10 anos, mas com as mudanças na aprovação dos projetos, apenas 30% deles poderão ser atendidos, deixando de fora os pequenos produtores. ´Os projetos já protocolados não serão alterados. Já para os novos, estamos buscando alternativas para reduzir seus custos, caso contrário, o projeto se torna insustentável do ponto de vista custo/benefício´, afirma Meire.

Ela afirma que hoje há capacidade para atender mil propriedades de médio porte, que devem gerar de 3,5 milhões a 4 milhões de toneladas de CO2. A Sadia já vendeu cerca de 2,750 milhões de toneladas de CO2 em certificado de redução de emissões (CERs) para o European Carbon Fund, sendo 290 mil gerados pela própria empresa e o restante pelos produtores integrados.

A empresa está negociando com o Executive Board uma proposta para incluir os produtores de pequena escala. ´Levamos uma manifestação junto à ONU para buscar uma alternativa para incluir os pequenos´, diz.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)