Agência EFE
XANGAI - O prêmio Nobel de Economia de 2001, o americano Michael Spence, afirmou em Xangai que o crescimento econômico da China continuará a um elevado ritmo durante anos, apesar dos grandes problemas que o país deve enfrentar, segundo a edição de hoje do jornal 'Shanghai Daily'.
- A China está a apenas um ano de 30 anos de elevado crescimento a 9%, afirmou Spence, membro da Instituição Hoover da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que participou de um fórum econômico realizado na quinta-feira no coração financeiro da China.
Para o Nobel americano, o imenso mercado doméstico chinês, com 1,3 bilhão de habitantes, e o forte 'investimento no povo' são os pilares do alto crescimento econômico sustentado que a China vem registrando nos últimos anos. Em 2006, o índice foi de 10,7%.
As exportações chinesas continuarão sendo outro importante motor para a economia chinesa no futuro, 'graças à infinita demanda no mundo todo de produtos fabricados na China', acrescentou o subdiretor da Instituição Hoover, David Brady, que ressaltou a importância de melhorar o emprego e a qualidade de vida no campo.
Brady comparou os 13 milhões de camponeses chineses que se espera que emigrem ao ano às ricas cidades do litoral a 'uma nova Los Angeles a cada ano'.
- Quando digo que sou otimista em relação à China, não quero dizer que esteja livre de desafios, afirmou Spence, que mencionou como principais obstáculos as crescentes desigualdades entre ricos e pobres, a poluição do meio ambiente e o fluxo em massa de imigrantes do campo à cidade.
Spence pensa que o Governo chinês conseguirá superar estes problemas e afirmou que o Ocidente não deveria ver o impressionante crescimento chinês como uma ameaça, já que 'o livre mercado faz com que todos melhorem'.
O mito da ameaça econômica da China se deve em parte ao desconhecimento do Ocidente sobre o país, assegurou Spence, e concluiu que irá desaparecendo à medida que as pessoas visitem o país.