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Queda maior da Selic pode eliminar artificialidade

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - A queda dos juros para uma taxa compatível com os fundamentos econômicos do País eliminaria a artificialidade do câmbio. Esta é a avaliação de Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da NGO corretora. Os juros altos proporcionam os movimentos de arbitragem no mercado de derivativos e taxas, viabilizando oportunidade de ganhos pelos especuladores.

Segundo Nehme, a queda mais brusca da Selic, para algo em torno de 10,5% a 11% ao ano, impactaria de duas formas: Primeiro, o mercado formaria seus preços de forma pura, ou seja, com base na oferta e procura, e não refletiria um conjunto grandioso e complexo de operações que ocorrem fora do seu ambiente, mas que acabam por causar uma contaminação direta ou indireta. Segundo, as ações do Banco Central (BC) teriam mais efeitos, isto porque, hoje, com os seus leilões, a autoridade monetária consegue enxugar a moeda física, que é não é o que deprime o câmbio, mas não tira a influencia das operações de derivativos, que é o que efetivamente contamina os negócios.

"Para a conter a apreciação cambial é necessário reduzir os juros, assim eliminaria a artificialidade e as ações do BC teriam mais efeitos", conclui. Outros especialistas acreditam que apenas derrubar a Selic não conteria a queda do dólar, por isso defendem a idéia de que o governo deveria criar mecanismo e reduzir as barreiras não tarifárias às importações, para reduzir os superávits comerciais.

Em 2007, até o último dia 20, o saldo da balança comercial estava positivo em US$ 15,690 bilhões, resultado de US$ 55,019 bilhões em exportações e US$ 39,329 bilhões em importações. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 19,7% nas vendas ao exterior e aumento de 26,4% nas compras.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)