O dólar encerrou a sessão vendido a R$ 1,969, com valorização de 0,92% - é a terceira alta nesta semana. Seguindo o movimento de maior aversão ao risco, o Embi+ medido pelo JP Morgan subia 3,62%, aos 143 pontos-base. O Banco Central (BC) manteve a rotina e comprou dólares no mercado à vista a uma taxa média de R$ 1,968.
O alerta disparado ontem pelo ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, também continuou servindo de pretexto para provocar correções para baixo no preço dos ativos. "Os mercados utilizaram os comentários de Greenspan como pretexto para aprofundar a realização de lucro, depois dos sucessivos recordes", destacou um operador. O ex-chairman alertou que o mercado chinês vive uma bolha e, por isso, teme uma "contração dramática" nas ações daquele país.
Em Wall Strret, os agentes financeiros também repercutiram negativamente a divulgação de indicadores fora das estimativas. A demanda por bens duráveis cresceu 0,6% em abril, contra expectativa de 1%. Os pedidos por seguro-desemprego subiram 15 mil na semana passada, totalizando 311 mil pedidos, ante estimativas de 300 mil. Já as vendas de novas moradias aumentaram 16% no mês passado, para 981 mil, ante projeções de 860 mil.
Mas apesar de tudo isso, analistas garantem que a tendência mundial de queda do dólar permanece. Por aqui, nos últimos 15 dias, duas agências de classificação de risco - a Fitch e a Standard & Poor´s - elevaram a nota para BB+, a apenas um nível do grau de investimento. Nesta quinta, o Moody´s Investors Service, outra agência de rating, colocou em revisão para possível upgrade as principais notas de avaliação do Brasil. No ano, o dólar perde 7,8% frente ao real. No mês, a moeda estrangeira contabiliza 3,2% de queda.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)