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Indicação de Zimmermann muda pouco o ministério

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - A indicação do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Márcio Pereira Zimmermann, para dirigir o ministério de Minas e Energia, é vista como positiva pela economista especializada em energia da Tendências Consultoria, Fabiana D'Atre. Para ela, neste momento a troca de cadeira "é muito mais um assunto político do que estrutural" e deve mudar pouco. "O ministro não toma decisões sozinho ele depende de uma série de empresas e entidades ligadas ao setor para concretizar os projetos", avalia.

No entanto, Fabiana acredita que Zimmermann tem condições técnicas de conduzir a pasta e dar continuidade aos trabalhos que já estavam sendo realizados. "Esse conhecimento técnico contribui para o desenrolar do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, espera que seja feito", disse.

Segundo a economista, o novo ministro - "seja ele quem for" - deve dar maior atenção às empresas como Eletrobras e Eletronorte que são fundamentais para o fornecimento de energia elétrica. "Há muito tempo essas empresas estão sendo colocadas de lado, entretanto, elas merecem extrema atenção", reforça.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)