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Empresário que chora não pensa em vencer, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado para empresários que costumam encher as páginas dos jornais com reclamações sobre a política econômica do governo federal. Em evento de premiação a empresas líderes do setor produtivo, o presidente disse que os que muito reclamam não têm tempo para pensar sobre como produzir mais e melhor.

"Se nós ficarmos chorando todo santo dia as nossas mágoas, não haverá espaço para pensar na vitória. Esses empresários que estão vendendo certamente não passam grande parte do tempo chorando porque as coisas não aconteceram como eles queriam. Eles vão trabalhar para fazer as coisas acontecerem", disse o presidente na noite de quarta-feira a um platéia repleta de empresários.

No evento promovido pelo jornal "Correio Braziliense", Lula disse que trabalha para o Brasil e não é movido por temas temporários, como a disputa eleitoral. "Depois do governo, não vou para Paris. Vou voltar para São Bernardo do Campo, a 600 metros do Sindicato (dos Metalúrgicos do ABC). Tenho de fazer a coisa certa", disse. O petista não fez referência, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou o governo em 2003 e embarcou quase imediatamente para a capital francesa.

Lula voltou a repetir que seu governo tem feito "milagre" na economia. "Crescer 4,5% com inflação entre 3,5% e 4,5% é um milagre. Não é um mérito só do governo. É das milhares de pessoas que acreditaram na nossa política", disse.

Animado com uma série de números sobre o desempenho econômico, o presidente lembrou que conversou na terça-feira com o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, que deixa o cargo em 27 de junho. Na conversa de 20 minutos, Lula o questionou se o grupo dos oito países mais ricos do mundo, o G8, terá seu nome alterado para G7 quando o Brasil chegar ao posto de oitava maior economia do mundo.

Em um discurso de improviso, Lula avisou aos presentes que tinha pressa porque sua mulher, Marisa Letícia, a esperava para a comemoração do casal de 33 anos de casamento. Apesar do aviso, o discurso do presidente teve 22 minutos. (Fernando Nakagawa InvestNews)