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Dólar baixo é fruto da solidez do Brasil, diz FMI

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BRASÍLIA, 24 de maio de 2007 - O dólar baixo reflete a melhora das condições macroeconômicas do Brasil. A avaliação é do representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), Max Alier. ´O câmbio reflete a melhora das condições da economia brasileira que tem fundamentos muito sólidos´, disse após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, último evento oficial da agenda de duas semanas do Fundo em visita oficial ao Brasil.

Alier disse que a melhora da economia brasileira pode ser vista de várias formas. Ele citou o forte incremento das exportações, melhora do perfil da dívida interna e a expectativa de crescimento mais rápido da economia brasileira nos próximos meses. ´Isso leva a uma entrada mais forte de investidores no Brasil. A apreciação do câmbio é reflexo da melhora da economia´, diz.

Em linha com esse discurso, Alier elogiou a atuação do Banco Central. ´Ele tem sido muito bem-sucedido e Brasil passou a ter inflação parecida com os países industrializados´, disse. Apesar dessa avaliação positiva, ele afirma que a aposta de crescimento do PIB para 2007 permanece em 4,5%. Uma revisão para cima só seria feita com números melhores do esperado em junho.

Questionado sobre as questões que precisam ser trabalhadas pelo governo federal, o representante do FMI citou que boa parte desse esforço já vem sido feito pela equipe econômica brasileira. Alier elogiou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a criação do Fórum Nacional da Previdência. ´O Brasil está com um processo bastante interessante de discussão de reformas´, disse. Alier também citou positivamente a intenção do governo de tocar a reforma tributária. ´Não dÁ para mudar da noite para o dia. Tem de montar consenso´, disse.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)