No exterior, a repercussão negativa de indicadores norte-americanos, em especial pelas preocupações com o mercado imobiliário, dita o viés para os negócios. A demanda por bens duráveis nos EUA aumentou 0,6% em abril, seguindo uma alta revisada de 5% em março, contra expectativa de 1%. Os pedidos por seguro-desemprego subiram 15 mil na semana passada, totalizando 311 mil pedidos, ante estimativas de 300 mil. Já as vendas de novas moradias cresceu 16% no mês passado, para 981 mil, ante projeções de 860 mil.
Os comentários de Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), ainda refletem nos negócios, mas com menores proporções. Greenspan disse que espera uma contração drástica no mercado acionário chinês, deixando clara suas preocupações acerca da valorização excessiva e os contínuos recordes na bolsa, ao qual acredita estar em nível insustentável. As declarações reforçam a visão dos que tem a formação de uma bolha especulativa na bolsa chinesa.
Por aqui, a menor atuação dos exportadores, habitual na segunda quinzena do mês, reduzindo desta forma o volume de recursos, também contribuiu com o movimento, disseram operadores. Apesar das recentes altas, segue tendência de queda do dólar, por conta do fluxo de entrada, bons fundamentos do País e a melhora no rating por agências de classificação de risco, agora a um passo do grau de investimento.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)