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Consumidor tem prejuízo com adulteração

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - O consumidor paulista que abastece o carro em postos suspeitos, não tem noção do tamanho do prejuizo que isso pode representar. Com objetivo de alertar para essa conta, que na verdade é paga duas vezes (imposto e na bomba), a BR Distribuidora - braço da Petrobras, fez as contas. Em 200 postos "clones" de São Paulo, pelo menos 50% recebe combustível adulterado com solvente, óleo pesado, água entre outros.

Por ano cerca de 300 mil carros vão para oficinas com problemas no motor, já a partir de 4 mil quilômetros rodados. O valor médio de reparo mecânico é de R$ 300,00, isso significa que ao ano estes consumidores juntos amargam um prejuízo de R$ 90 milhões. " A frota de veículos de São Paulo é de 5,8 milhões, nos assusta o número de 300 mil consumidores que vão à oficina por conta dos produtos adulterados", afirma Edimario Machado, gerente de automotivos da Petrobras Distribuidora.

Já a presidente da BR Distribuidora, Graça Foster, vai mais longe e acrescenta que a estatal perdeu no passado, R$ 149 bilhões de faturamento por conta das falsificações. "Esse mercado é nocivo por isso é preciso muita fiscalização. Não é possível concorrer com mercado sujo", garantiu.

A executiva afirmou também que para acabar com fraudes, será necessária a participaçõ do consumidor, da polícia e do Judiciário, principalmente no estado de São Paulo. "É importante dar à sociedade uma satisfação", finaliza.

(Ivonéte Dainese - InvestNews)