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Câmbio mantém patamar semelhante ao de 1994

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BRASÍLIA, 24 de maio de 2007 - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou na manhã desta quinta-feira que a taxa de câmbio efetiva da moeda brasileira permanece em patamar semelhante ao observado em junho de 1994.

Segundo Meirelles, cálculos feitos pelo BC, com base em uma cesta de 15 moedas mais importantes nas transações brasileiras com o exterior, as atuais cotações do real estão muito próxima da média de 100,3%, ligeiramente superior à base de comparação de junho de 1994, cuja pontuação de referência é 100%. O ministro explicou que o cálculo é feito com base na evolução das moedas descontada a inflação em cada um dos 15 países e no Brasil.

Apesar de destacar a relativa estabilidade do Real, Meirelles observou que o País tem recebido forte ingresso de recursos internacionais e que isso tem influenciado nas cotações do dólar. Ele citou, por exemplo, que o saldo da balança comercial aumentou US$ 52,6 bilhões entre 1998 e 2006. A comparação foi usada pelo presidente do BC, para afasta a avaliação de alguns deputados de que as cotações do dólar têm caído por ingresso de recursos especulativos.

Esta tendência, segundo ele, aumentou nos últimos meses. No fluxo de câmbio, a balança comercial contribuiu com um aumento de US$ 16 bilhões no acumulado de maio de 2006 a abril de 2007, na comparação com o resultado de maio de 2005 a abril 2006. Já a contribuição financeira cresceu menos, US$ 2,8 bilhões no mesmo período.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)