O estudo ainda aponta que a cada ano que passa, o brasileiro tem que dedicar cada vez mais dias de trabalho e renda para sustentar o Estado brasileiro. Em 2003, o contribuinte teve que destinar em média 36,98% de do seu rendimento bruto para pagar tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Em 2004, teve que pagar ao governo 37,81% de sua renda. No ano seguinte, destinou ainda mais, 38,36%. No passado, 39,72% do rendimento ficou com o Estado. E agora em 2007, comprometerá 40,01% da renda bruta. "Assim, no ano em curso, o cidadão tem que trabalhar quatro meses e 26 dias somente para pagar toda esta carga tributária", destaca o estudo.
Outro ponto bastante inquietante. Na década de 70, o brasileiro tinha que trabalhar, em média, 76 dias, ou dois meses e 16 dias, para pagar os tributos. Na década de 80, foram gastos, em média, 77 dias. Já na década de 90 o número de dias deu um salto, chegando a 102 dias. "E hoje se trabalha o dobro do que se trabalhava na década de 70 para pagar impostos e contribuições."
O IBPT também fez um levantamento por faixa de renda. Considerou-se para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3 mil (classe baixa), de R$ 3 mil até R$ 10 mil (classe média) e acima de R$ 10 mil (classe alta).
Dentro destas três faixas, a classe média é que gasta mais dias de trabalho para cumprir suas obrigações com o fisco, são 156 dias, ou seja, até o dia cinco de junho, esta faixa da população trabalhará apenas para pagas impostos que consumirão 42,70% da sua renda bruta.
A classe alta, gastará 152 dias para sustentar o governo, que leva 41,73% da renda bruta. Já a classe baixa fica trabalhando até o final desta semana (146 dias), destinado 38,75% de sua renda ao Estado.
Utilizando da mesma metodologia, o IBTP calculou quantos dias cidadão de outros países trabalham para pagar tributos. Na distante Suécia são 185 dias, mas aqui vale destacar quer o país apresenta uma das melhores qualidades de vida do mundo. Na França são 149 dias, na Espanha 137 dia e nos EUA 102 dias. Nossos vizinhos argentinos desperdiçam 97 dias de labor para o Governo, os chilenos perdem 92 dias e os mexicanos 91 dias.
(EC - InvestNews)