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Atrasos de vôos são anteriores à crise aérea

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SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 - O diretor-presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Aérea que o problema de atrasos e cancelamentos de vôos no Brasil é histórico e vem desde antes do acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado, que deflagrou a crise no setor. O presidente da Anac apresentou dados desde 2003 sobre atrasos e cancelamentos de vôos, mas ressaltou que o quadro é bem anterior a esse ano.

Em 2003, a Anac registrou 14 atrasos e 19 cancelamentos. Em 2004, foram 12 atrasos e 16 cancelamentos. Desde então, os números subiram para 19 atrasos e 10 cancelamentos, em 2005; 20 atrasos e 13 cancelamentos, em 2006; e 25 atrasos e 14 cancelamentos em 2007.

Sobre o overbooking, Zuanazzi observou que a venda de passagens além do número de assentos disponíveis é uma prática mundial.

Milton Zuanazzi lembrou que, desde 2003, as tarifas aéreas nacionais têm diminuído e o número de vôos, aumentado. O crescimento no número de passageiros, segundo ele, é explicado pelo aumento no tamanho das aeronaves. Em contraste, as tarifas internacionais encareceram e o número de vôos para outros países foi reduzido. "Nosso céu tem muito espaço ainda para ser ocupado", apontou.

Nesse quadro, destacou o presidente da Anac, as empresas aéreas têm apurado lucro, com resultados econômicos satisfatórios. "O ambiente concorrencial é bom", defendeu.

Em relação ao acidente com o avião da Gol, Zuanazzi declarou que a empresa aérea cumpriu com todas as determinações da Aeronáutica e da Anac. "A Gol deu assistência aos familiares das vítimas, acionou o gerenciamento de crises e o resgate", citou.

As informações são da Agência Câmara.

(Redação - InvestNews)