Em 2005, o grupo edificações industriais, comerciais e outras edificações não-residenciais avançou 2,9% em termos nominais, devido ao bom desempenho de edificações comerciais, cujo acréscimo chegou a 24%. O resultado pode estar relacionado ao aumento do número de shoppings centers nas médias e grandes cidades brasileiras. Outros produtos que contribuíram para esse crescimento foram galpões e edifícios industriais (2,3%), plantas industriais (3,0%) e instalações desportivas (22,3%).
Segundo o IBGE, no período, o valor das obras de infra-estrutura caiu 1%, por conta principalmente de usinas, estações e subestações hidroelétricas, termelétricas e nucleares (-26,2%); barragens e represas para geração de energia elétrica (-23,2%); dutos (-17,2%); e redes de instalações de torres de telecomunicações (-12,3%). Por outro lado, as principais contribuições positivas vieram de vias férreas e metropolitanas (50,7%); pontes, elevados e túneis (25,0%); rodovias (3,9%); e ruas, calçadas, praças ou estacionamentos (6,8%).
As obras residenciais também recuaram 3,8%. Apesar de algumas medidas tomadas pelo governo federal a partir de 2004, tais como o regime especial tributário do patrimônio de afetação e o maior volume de recursos da caderneta de poupança direcionados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as edificações residenciais , produto de maior peso na construção, recuaram 7,1%, não sustentando seu resultado positivo de 2004, quando haviam crescido 31,9% frente a 2003.
Em 2005, o grupo outras obras teve o crescimento mais expressivo (16,4%). Os principais acréscimos vieram de instalações elétricas e de telecomunicações (20,7%), trabalhos prévios da construção (12,6%) e do aluguel de equipamentos de construção e demolição com operador (71,6%). As principais retrações nesse grupo foram observadas em montagens de estruturas metálicas (-16,2%); instalações de sistemas de ar condicionado, de ventilação, refrigeração e aquecimento (-10,1%) e instalações hidráulicas, sanitárias e de gás (-6,9%).
(Redação - InvestNews)