O recuo do Sudeste foi acompanhado pela ampliação das demais regiões, sendo que o aumento mais expressivo ocorreu no Norte, onde as construções executadas e o pessoal ocupado apresentaram altas de 4,2 e 3,3 pontos percentuais, respectivamente. Na região, os destaques foram o Pará, seguido pelo Amazonas e por Tocantins. Nos dois primeiros casos, a economia vem sendo impulsionada pela crescente industrialização. No Tocantins, a expansão da atividade de construção pode estar associada às necessidades de urbanização.
A região Nordeste teve, entre 1996 e 2005, o segundo maior incremento de participação na construção (3 pontos percentuais tanto em relação às construções como ao pessoal ocupado), com destaque para a Bahia, onde vêm sendo adotadas políticas de incentivo à instalação de empresas de grande porte. Outro importante aumento foi registrado no Centro-Oeste (2,4 e 1,5 pontos percentuais, respectivamente), onde se destacou, no que concerne às obras realizadas, o Distrito Federal (crescimento de 1,8 ponto percentual). Em termos de pessoal ocupado, o maior acréscimo da região veio de Mato Grosso (1,0 ponto percentual). Por fim, a região Sul teve crescimento de 0,9 ponto percentual tanto nas construções realizadas como no pessoal ocupado. A contribuição mais relevante foi do Rio Grande do Sul (1,5 e 1,0 ponto percentual, respectivamente).
Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
(Redação - InvestNews)