SÃO PAULO, 23 de maio de 2007 - Sem divulgações relevantes, os investidores preferem adotar a cautela, à espera do resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que saíra na sexta-feira. De acordo com os agentes financeiros, o mercado doméstico vem embalado pelo otimismo e com expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa Selic em 0,50 ponto percentual na próxima reunião agendada para os dias 5 e 6 de junho. A taxa Selic, atualmente em 12,50% ao ano, caiu apenas 0,25 ponto percentual nas últimas três reuniões do Banco Central (BC). Além da desaceleração da inflação corrente, analistas acreditam que a aceleração no ritmo de corte de Selic seria um dos instrumentos para o BC evitar que o dólar recue ainda mais.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam praticamente estáveis. O DI de julho deste ano apontou juro anual de 12,11%, contra 12,12% do ajuste anterior. Já no longo prazo no fim dos negócios, a realização de lucro "falou" mais alto e os contratos subiram. O DI com vencimento em 2010, foi o mais negociado com 278,9 mil contratos fechados e giro de R$ 21,6 bilhões. A taxa deste papel subiu de 10,15% para 10,28% ao ano.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)