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Oi inova e desvincula celular da oferta de serviços

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SÃO PAULO, 23 de maio de 2007 - Em um manobra ousada, a Oi, operadora móvel da Telemar, anunciou hoje que começará a comercializar em seus pontos de venda aparelhos não-bloqueados, ou seja, que funcionam com chips de qualquer operadora. Além disso, a companhia também oferecerá desbloqueio gratuito e irrestrito para sua base atual de 13,4 milhões de clientes.

De acordo com Felipe Cunha, analista de telecomunicações da Brascan Corretora, a estratégia da companhia denota uma mudança de formado, criando dois negócios completamente separados. "A venda de aparelhos fica desvinculada do serviço. Se todas as operadoras fizessem isso aumentaria a liberdade do cliente."

A decisão chama atenção não só pelo pioneirismo, mas pelo fato de que as operadoras de celular subsidiam os aparelhos para seus assinantes. Além de atrair os consumidores com preços baixos, esta estratégia também serve como forma de aumentar a base e fidelizar o cliente, pois para cada preço/modelo de aparelho há um plano correspondente.

Com esta atitude, a Oi passa a apostar cada vez em sua linha de serviços com principal ponto de atração e fidelização da base de clientes. "Temos que destacar que a Oi tem a coragem de fazer uma revolução no mercado ouvindo o que o cliente quer", disse o Diretor de Varejo da Oi, João Silveira.

Para Silveira, o mercado está em um outro momento e a Oi percebeu esta mudança. Para o diretor, o usuário está entendendo que o serviço está no chip e que o aparelho é um acessório. "E nós ouvimos o cliente quando ele disse: Não quero mais o aparelho bloqueado, não quero mais esta fidelização obrigatória", indica Silveira, apontando que a nova estratégia da companhia foi baseada em extensiva pesquisa.

Quanto à questão dos subsídios, o executivo explica que o usuário do plano pré-pago, aprecia esta atitude, mas não gosta da garantia dupla que existe neste contrato. Pois ao comprar o aparelho subsidiado ele fica preso a um plano. No segmento pré-pago, a situação é um "escândalo", pois além de pagar pelo aparelho (neste segmento o nível de subsídio é menor) o cliente fica preso às recargas ofertadas pela operadora. "Nós acolhemos esta solução. A visão do cliente neste caso é a seguinte: Não bloqueia o aparelho e eu te olho com mais respeito. Você é uma empresa que confia em seu serviço e vai se esforçar mais para ofertar novos serviços", avalia.

De acordo com o executivo, certamente as outra operadoras terão de desbloquear seus aparelhos também. "Este é um movimento do usuário. Toda vez que a Oi ouviu o cliente ele nos privilegiou com mais adesão e forçou a concorrência a seguir na mesma direção."

(Eduardo Campos - InvestNews)