A distribuição primária de 12 milhões de ações, resultou em uma captação de cerca de R$ 210 milhões para os cofres da companhia. Recursos que serão destinados à aquisição de outras empresas que atuam no setor e à quitação de dívidas.
A oferta marcou o retorno da empresa à Bovespa. Em função da inadequada estrutura de capital, a companhia realizou um processo de reestruturação operacional em 1997. Em 2004, a CremerPar, controladora da Cremer, realizou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), que resultou no cancelamento do registro de companhia aberta. E logo em seguida a Merrill Lynch Global Private Equity Fund (MLGPE) adquiriu 81% do capital da empresa, por cerca de R$ 102 milhões. A MLGPE foi um dos acionista vendedor na oferta secundária de 19.521.800 ações.
Sem fugir à regra dos IPOs, os investidores estrangeiros compraram cerca de 75% das ações ofertadas. As 9.327 pessoas físicas subscreveram aproximadamente 8,4% dos papéis. E os fundos de investimento responderam por 12,48%. Os percentuais estão calculados com base no subtotal da oferta (33.373.400 ações), pois o coordenador líder, o banco Merrill Lynch, recomprou ações no âmbito das atividades de estabilização de preços. O free float da Cremer ficou em cerca de 87%.
As ações estrearam no Novo Mercado do dia 30 de abril, sob o código CREM3. Há pouco, os papéis eram negociados a R$ 20,80, alta de 1,96%.
Fundada em 1935, a Cremer também é líder em produtos têxteis cirúrgicos. No mercado de adesivos industriais a companhia atua na produção de fitas adesivas para o segmento calçadista e mantém posição de destaque no suprimento aos segmentos automotivo e eletroeletrônico. No setor de plásticos, a subsidiária integral Plásticos Cremer atua na produção de peças plásticas descartáveis para os processos de fiação e tingimento na indústria têxtil.
(EC - InvestNews)