Com a terceira fase, a prefeitura quer atingir o primeiro milhão de pessoas beneficiadas no trabalho de urbanização de favelas. Até agora, 646 mil pessoas já foram incluídas nas ações do Favela-Bairro e a terceira fase terá mais 400 mil. ´Tivemos de pedir a aprovação com rapidez porque a segunda fase só tem mais US$ 20 milhões a serem aplicados e se a aprovação não saísse, poderíamos ter descontinuidade do programa´, disse o prefeito após reunião no Ministério da Fazenda. A nova etapa tem custo de US$ 300 milhões, sendo US$ 180 milhões do BID e US$ 120 milhões como contrapartida da cidade.
O pedido da aprovação do empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) esperava autorização do Tesouro Nacional há mais de quatro anos, desde o final do governo Fernando Henrique Cardoso. Mas o dinheiro não era liberado porque uma medida provisória da época restringia a liberação de recursos para obras novas. E a terceira fase, apesar de ser a continuidade de um programa antigo, era considerada um novo empreendimento porque envolve novos locais.
César Maia também pediu autorização para contrair empréstimos de US$ 60 milhões para educação infantil e US$ 254 milhões para a despoluição das lagoas da Baixada do Jacarepaguá. Para os dois pedidos, no entanto, a resposta foi negativa. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, os pedidos serão estudados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). ´Para esses projetos, infelizmente, tivemos luz amarela´, disse.
(Fernando Nakagawa - InvestNews)