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Cautela é adotada em dia de agenda fraca

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SÃO PAULO, 23 de maio de 2007 - Em mais um dia de agenda econômica fraca, os investidores preferem adotar a cautela, à espera dos indicadores que saem entre amanhã e sexta-feira. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apontaram discretas oscilações na primeira etapa do dia. O DI com vencimento em janeiro de 2008, o mais líquido, apontava juro anual de 11,30%, mesmo do ajuste anterior.

De acordo com os agentes financeiros, o mercado doméstico vem embalado pelo otimismo e com expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa Selic em 0,50 ponto percentual na próxima reunião agendada para os dias 5 e 6 de junho. A taxa Selic, atualmente 12,50% ao ano, caiu apenas 0,25 ponto percentual nas últimas três reuniões do Banco Central (BC). Além da desaceleração da inflação corrente, analistas acreditam que a aceleração no ritmo de corte de Selic seria um dos instrumentos para o BC evitar que o dólar recue ainda mais.

Os investidores aguardam o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que saíra na sexta-feira. No flanco externo, os sinais são positivos, com alta dos futuros em Nova York e das bolsas européias. A taxa de risco-Brasil, medida pelo JP Morgan, segue em tendência de queda, em 138 pontos-base.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)