Brito diz que a intenção do seminário é buscar o diálogo entre os setores público e privado. O primeiro passo dado em direção a essa cooperação, segundo ele, foi integrar os órgãos públicos envolvidos no combate à pirataria. De acordo com o executivo da receita, a tarefa agora é passar para o segundo processo, o de aproximar-se da iniciativa privada. "O Brasil não é pirata, é vítima da pirataria mundial", disse.
No evento, segundo informações da Receita Federal, estão reunidos representantes do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), Polícia Federal (PF), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de entidades privadas como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).
Foram citados exemplos de parcerias entre os setores públicos e privados que já coibiram a pirataria na região da tríplice-fronteira. Franklin de Melo Neto, representante da Abrinq, comentou que Foz do Iguaçu representava 25% de todos os brinquedos ilegais apreendidos no país. Depois das políticas de repressão, esse número caiu para 0,1%. Em 2003, por exemplo, 30% de todos os isqueiros do país eram piratas; hoje o número está entre 4% e 5%.
(Redação - InvestNews)