Eduardo Campos , InvestNews
SÃO PAULO - Os jovens universitários eram mais de quatro milhões no Brasil em 2005, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Número que deve subir mais de oito milhões em 2008.
Como os bancos estão posicionados para atender a este contingente de formadores de opinião e elite consumidora e tomadora de decisões de negócios?
Pesquisa realizada pela agência de publicidade Namosca, pioneira em marketing jovem, aponta um alto índice de bancarização neste segmento, 73%. Do total de entrevistados, 36% possuem contas comuns, 20% contas universitárias, 15% contas poupança e 1% contas empresarial ou conjunta, e 27% ainda não possuem conta.
O detentor da maior fatia de contas é o Bradesco, com 19,42%, seguido pelo Itaú, com 14,56%. Em terceiro lugar aparece o Banco Real com 10,19%, seguido pelo Banco do Brasil (8,74%), Santander (4,37%), Unibanco (3,88%) e Caixa Econômica Federal (3,4%).
Mesmo sendo o segundo em número de contas, o banco mais admirado pelo universitário é o Itaú (22%) resultado também constatado por outra pesquisa de maior abrangência. O segundo lugar em admiração é disputado entre Bradesco e Real, ambos com 16%. O BB aparece na seqüência, com 13%, o Unibanco fica com 12%, o Santander tem 11% e a Caixa 5%.
O benchmark neste segmento no Brasil é o Banco Real. De acordo com agência, o Real possui o maior projeto universitário do País, com uma curva de experiência de 20 anos. A atenção para este segmento de mercado foi a maneira escolhida pelo banco para flanquear seus concorrentes, mais capilarizados e com mais recursos para investir nas mesmas coisas, porém menos ágeis.
Com esta estratégia, o banco alçou a imagem de pioneirismo e liderança, além de manter uma forte presença nas faculdades. Resultado: Um milhão de contas abertas, 12% das contas do Real são universitárias, índice de fidelização de 50% e inadimplência inferior a outros segmentos.
Outro ponto bastante interessante apontado pela pesquisa: Cai o mito de que o universitário é duro. A sondagem apontou renda média de R$ 827 em São Paulo, e para 54% o próprio salário aparece como fonte de renda, contra 44% que apontaram os pais.
O pagamento da faculdade aparece como principal despesa, seguido pela alimentação e vestuário. De acordo com Motta, esta é uma geração muito ligada à moda. O gasto com entretenimento aparece em quarto lugar, seguido por gasolina, moradia, telefonia celular, namorada (o) e viagens.
Foram entrevistados 400 universitários, divididos igualmente entre homens e mulheres, sendo 70% do ensino privado e 30% do ensino público, 40% cursando o período matutino e 60% o noturno. Os cursos foram Comunicação (20%), Engenharia (25%), ADM/Economia (25%), Direito (20%) e Medicina/Odonto (10%). Sendo 30% dos alunos cursando o primeiro ano e 23% nos demais.