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Autoridades garantem fornecimento, apesar da invasão de hidroelétrica

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Agência EFE

BELÉM - As autoridades brasileiras garantiram a normalidade do fornecimento de energia, apesar de um grupo de manifestantes ter invadido, na madrugada desta quarta-feira, a sala de controle da hidroelétrica de Tucuruí, uma das maiores do país.

A Eletronorte informou, em uma nota oficial que, apesar da invasão das instalações, a hidroelétrica de Tucuruí, no estado do Pará, está operando normalmente, e gerando os 4.164 megawatts de energia previstos.

A estatal admitiu que, poucos minutos depois da ocupação, a geração chegou a ser reduzida para 3.800 megawatts, mas esclareceu que a direção da hidroelétrica iniciou um plano alternativo de operação, que lhe permitiu normalizar a situação.

Os cerca de 250 manifestantes, provenientes do Movimento de Afetados por Represas (MAB), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Camponesas, estão ocupando a sala de comando da hidroelétrica e a principal casa de força da central.

O governo chegou a anunciar o envio de militares à hidroelétrica, para desmobilizar os invasores mas, segundo a Eletronorte, a direção de Tucuruí optou por iniciar um diálogo, para permitir uma saída pacífica.

Os manifestantes reivindicam maiores investimentos do governo em saúde, educação e transporte, nas áreas para as quais se mudaram as pessoas que abandonaram suas terras por causa da inundação provocada para criar a represa.

Segundo a Eletronorte, com exceção de alguns vidros quebrados, os invasores praticamente não provocaram danos materiais na instalação.

Com uma capacidade instalada de 8.370 megawatts, Tucuruí é a segunda maior hidroelétrica do país, após a binacional Itaipu, a maior hidroelétrica do mundo em funcionamento, e compartilhada por Brasil e Paraguai.