O acordo com sete seguradoras, que elimina os últimos obstáculos para as obras de reconstrução após os atentados, atendeu a todas as demandas pendentes do detentor do arrendamento imobiliário na época, Larry Silverstein.
"As reivindicações eram a última barreira para a reconstrução e foram objeto de árduas e intensas disputas", disse Spitzer, em um comunicado.
Silverstein, que alugou o complexo do sul de Manhattan exatamente dois meses antes dos atentados, já recebeu mais de US$ 2 bilhões das seguradoras, que se somarão aos US$ 2 bilhões acertados nesta quarta.
Um promotor de Silverstein entrou com uma ação em 2004, questionando o teto de US$ 3,5 bilhões estipulado pela apólice. No processo, ele alegou que, como foram dois aviões que se chocaram contra as Torres Gêmeas, a indenização deveria ser o dobro.
No mesmo ano, uma corte determinou que Silverstein não poderia receber mais de US$ 4,6 bilhões. Ainda assim, algumas seguradoras se negaram a pagar, rejeitando o argumento de que os ataques foram separados. Uma sentença posterior as obrigou, porém, a aceitar esta premissa.
Silverstein e a autoridade portuária de Nova York e Nova Jersey, dona do terreno, planejam reconstruir no local da tragédia a Torre da Liberdade, um arranha-céu de 541 metros.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, comemorou o anúncio de hoje e disse que ajudará na reconstrução em torno do distrito financeiro no sul de Manhattan. "Isso constitui outro passo adiante em nossos esforços para que o desenvolvimento completo da área do World Trade Center ocorra o quanto antes", comentou Bloomberg, em uma nota.
As sete seguradoras envolvidas no acordo são Travelers Companies, Zurich American, Swiss Re, Employers Insurance Company de Wausau, Allianz, Industrial Risk Insurers e Royal Indemnity Company.
(Redação - InvestNews)