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Acesso a medicamento pode deslanchar com PBM

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SÃO PAULO, 23 de maio de 2007 - O Programa de Benefícios em Medicamento (PBM), ainda tímido no Brasil, pode facilitar o acesso dos medicamentos à população, solucionar problemas de empresas, operadoras de planos de saúde e impulsionar o crescimento da indústria farmacêutica, hoje estagnada, uma vez que o acesso, no País, passa por renda.

Nos Estados Unidos, todas as empresas privadas já aderiram ao modelo PBM. No Brasil, esse movimento está começando pelas grandes companhias por meio de projetos-piloto, por empresas de autogestão e ainda por grandes empresas com co-pagamento.

"Acredito que esse caminho será trilhado no Brasil, mas em um modelo misto, porque temos aqui um sistema de saúde imenso como o Sistema Único de Saúde (SUS) que não comporta uma distribuição gratuita de medicamentos para tanta gente - o Brasil é imenso", diz a presidente da Prevsaúde, Vera Valente.

Na Prevsaúde, clientes como a SulAmérica inicia o programa de benefício em medicamento. "Algumas empresas já entenderam que disponibilizar medicamento aos funcionários custa menos do que gastar com alta sinistralidade em planos de saúde, em hospitais e com absenteísmo ou aposentadoria precoce", diz Vera, exemplificando que algumas empresas de autogestão, como a Capsesp (Caixa de pecúlio dos servidores e plano de saúde), aderiram 100% ao programa. Já a Philips optou pelo co-pagamento.

Segundo a executiva, a não-adesão a tratamentos medicamentosos é hoje o principal fator de aumento dos custos com a saúde. "Esse descaso é bancada por todos, empresas, governos e planos de saúde", enfatiza.

Vera destaca ainda que os medicamentos genéricos, que vieram para mexer com os preços dos medicamentos de marca no mercado, puxaram as PBM's. "É impossível avançar na promoção do acesso a medicamentos sem contar com um mercado de PBM, desenvolvido.

No mercado desde 1998, a Prevsaúde tem em sua carteira de PBM com 4,5 milhões de vidas.

Nos EUA, as PBM's já beneficiam 57% da população, de acordo com Vera. Projeções da PricewaterhouseCoopers indicam que elas proporcionarão ao País uma economia de mais de US$ 1 trilhão nos próximos 10 anos. As três maiores PBM's americanas faturaram juntas em 2005, US$ 21,2 bilhões e registraram lucro líquido superior a US$ 842 milhões.

(Silvana Orsini - InvestNews)