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Sem divulgações relevantes, taxas oscilam pouco

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SÃO PAULO, 22 de maio de 2007 - Sem divulgação de indicadores relevantes tanto no mercado interno como externo, o segmento de renda fixa teve um dia de discretas oscilações. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam próximo da estabilidade. O DI com vencimento em janeiro de 2009, o mais líquido, apontou juro anual de 10,52%, ante 10,49% do ajuste anterior.

Internamente, o investidor acompanhou o leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) - papéis indexados ao IPCA -. Com um cenário econômico mais consistente e atraente, o Tesouro Nacional aproveitou o momento para aumentar a oferta de títulos públicos no mercado doméstico. No leilão de hoje o órgão da Fazenda ofereceu uma oferta maior de papéis. Foram vendidos 3,585 milhões de NTN-B, distribuído entre os vencimentos de 2009, 2012 e 2017, que fazem parte do grupo I, e 2024, 2035 e 2045, que fazem parte do grupo II. O valor financeiro total foi de R$ 5,981 bilhões.

Para profissionais de renda fixa, o Tesouro respondeu as expectativas positivas para o Brasil, que está há um passo do grau de investimento. Fatores como inflação corrente se desacelerando e expectativas cada vez mais baixas justificam a ansiedade de boa parte do mercado em relação a um corte de 0,50 ponto da taxa Selic, atualmente em 12,50%, durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para os dias 5 e 6 de junho. Na véspera, o relatório semanal produzido pelo Banco Central (BC), boletim Focus, reforçou as expectativas do agentes financeiros.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)