O presidente Hugo Chávez anunciou, no fim de 2006, que não renovaria a concessão à Radio Caracas Television (RCTV), o canal privado mais antigo do país, cujo prazo expira no próximo dia 27 de maio. O canal tem uma das maiores audiências do país e é uma das mais fortes vozes da oposição.
Chávez acusa a emissora de apoiar o golpe de Estado de abril de 2002, mas o Human Rights Watch garante que o fechamento da emissora é punitivo e inapropriado.
"O presidente Hugo Chávez está fazendo um mau uso da autoridade reguladora do Estado ao castigar um meio de comunicação por criticar o governo", afirmou o diretor para a América da Human Rights Watch, Jose Miguel Vivanco.
"A manobra de fechar a RCTV é um sério golpe para a liberdade de expressão na Venezuela", condenou.
Milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Caracas, no último sábado, em protesto pela não renovação da licença, acusando Chávez de atacar a liberdade de expressão. O governo venezuelano planeja substituir a RCTV pela Teves, uma emissora criada pelo presidente com orçamento de US$ 4 milhões. Com a Teves, o governo controlará dois dos quatro canais com alcance nacional na Venezuela.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)