"A ausência de notícias associado à forte queda dos últimos dias estimulou, em alguns momentos, movimentos de realização, por isso da alta pontual", comentou um profissional. Nos últimos seis pregões, o dólar acumulou 3,9% de perda frente ao Real.
A instabilidade externa, após sucessivos recordesm, e as compras do Banco Central (BC) também contribuíram com a trajetória ascendente do dólar. A autoridade monetária fez apenas o habitual leilão de compra no mercado à vista e enxugou cerca de US$ 400 milhões.
No noticiário, as negociações entre o governo dos Estados Unidos e da China concentrou atenções. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou que a China precisa acelerar o ritmo de apreciação do yuan. Na última sexta-feira, para conter o rápido e expressivo crescimento econômico do país, o governo chinês resolveu ampliar a banda de flutuação cambial do yuan de 0,3% para 0,5%, além de aumentar a taxa de juros para os depósitos e empréstimos bancários e os depósitos compulsórios.
Os investidores também estiveram atentos à ata da última reunião do BC japonês. O documento sinalizou que o governo está preocupado com à evolução dos preços e que deve manter a atual política monetária, mostrando que o juro, atualmente em 0,5%, deve continuar subindo.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)