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Setor é delicado e tem problema de estrutura

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SÃO PAULO, 21 de maio de 2007 - Saúde é um problema extremamente senssível e tem várias causas. "Não se pode dizer que é um problema de incompetência gerencial. Há muitos fatores envolvidos, como o custo da saúde - com a inflação médica que é alta - e estrutura. É preciso que se mude a legislação. Não dá para gastar à vontade. O problema, entretanto, é mundial", disse o superintendente do Hospital São Luiz, André Staffa.

Segundo o especialista, o Brasil ainda não encontrou um modelo sustentável para o setor, informando ainda que os hospitais dependem muito das operadoras de planos de saúde para sobreviver - cerca de 95% do faturamento dos hospitais são de operadoras de planos de saúde.

"Agora, felizmente, a relação entre hospital e operadoras está melhor", diz Staffa que palestrou hoje no Saúde Business Conference, evento promovido pela IT Mídia, em São Paulo.

O São Luiz é um hospital privado, geral e maternidade, com duas unidades: uma no Itaim e outra no Morumbi e conta com 470 leitos. Passam pelo seu pronto-socorro cerca de 25 mil pessoas por mês, faz 2.500 cirurgias cirurgias e 750 partos mensais. Atende a 4.300 mil pacientes mensais. e tem faturamento de R$ 450 milhões/ano e taxa de ocupação de 80%.

Em setembro, o Hospital São Luiz inaugura nova unidade, no Tatuapé, em São Paulo, com 300 leitos e deverá com isso, aumentar seu faturamento anual em mais R$ 270 milhões.

(Silvana Orsini - InvestNews)