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Índice volta a bater recorde acima dos 52 mil pontos

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SÃO PAULO, 21 de maio de 2007 - O movimento de compra prossegue e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra recorde de fechamento pelo segundo dia consecutivo. Puxado pelo movimento de alta nos mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a segunda-feira com alta de 0,66%, aos 52.423 pontos - na máxima do dia o indicador bateu os 52.691 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,12 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, que girou R$ 1,9 bilhão. Com mais esta alta, o índice passa a acumular valorização de 17,87% em 2007.

Em Nova York, Dow Jones perdeu sustentação no final do pregão, recuando 0,10%. O S&P 500 avançou 0,15%, para 1.525 pontos. Hoje, o indicador ultrapassou seu recorde histórico de 1.527 pontos, patamar não atingido desde 24 de março de 2000. Sem dados relevantes na agenda do dia, uma nova onde de negócios de fusão/aquisição deu sustentação ao otimismo dos investidores.

De acordo com Eduardo Toledo, gerente da mesa Bovespa da Corretora do Banco Real, o investidor não deve se surpreender com o índice. "Temos que olhar preços relativos. Temos que levar em conta que as empresas estão crescendo também."

O especialista destaca dois pontos que sustentam as compras na Bolsa. O primeiro deles é o movimento de queda na taxa de juros, que favorece o mercado de renda variável. Outra questão é o fato de ter chegado ao fim o medo de que a bolha imobiliária nos Estados Unidos resulte em recessão. "No mercado de ações o ajuste não teve grande efeito e a oferta de recursos continua muito grande."

De acordo com Toledo, o mercado brasileiro ainda está barato em comparação com outros emergentes mundiais e até mesmo da América Latina. "A tendência segue de alta e uma correção deve ser encarada do ponto de vista técnico."

Sustentando o índice, as ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,96%, para R$ 46,95. Já a Vale (VALE5) perdeu 0,39%, para R$ 73,40.

Dentro do Ibovespa, destaque de alta para os papéis da Telemar PN (TNLP4) que disparou 6,27%, para R$ 37,09. A Telemar Norte Leste (TMAR5) avançou 5,64%, para R$ 50,50.

A oferta de compra feita pela egípcia Orascom pela TIM Participações movimentou o setor, que já está em destaque dada as crescentes expectativas de fusões/aquisições. As ações ON da TIM (TCSL3) subiram 2,94%, para R$ 10,50, já o papel PN (TCSL4) recuou 2,01%, para R$ 6,80. De acordo com executivo da companhia, o negócio pode ser fechado em semanas.

Forte movimento de alta no setor de imóveis e construção. A Klabin Segall (KSSA3) ganhou 6,17%, para R$ 18,9. A PDG Realty (PDGR3) ganhou 5,98%, para R$ 18,60, seguida pela Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário (CCIM3), com alta de 5,05%, para R$ 11,85.

(Eduardo Campos - InvestNews)