"Com a normalização dos efeitos climáticos os preços dos itens que compõem a cesta de compras estão recuando. Um alívio para o bolso do carioca já que dos 39 produtos acompanhados, 18 apresentaram retração na segunda semana de maio, com destaque para o tomate que só no primeiro trimestre sofreu uma alta de 110% em função das chuvas e vem ficando cada vez mais barato, desde a primeira semana de abril", explicou o economista da Fecomércio-RJ, João carlos Gomes, por meio de comunicado.
O recuo no custo da Cesta foi sentido tanto pelas famílias com rendimento até oito salários mínimos quanto para as que recebem acima desse valor. Para o primeiro grupo a queda nos gastos ficou em 0,17%. Para o segundo foi de 0,07%.
O tomate foi o item que apresentou a maior deflação (-10,01%), seguido pela cenoura (-6,99%) e pelo feijão (- 2,55%). Em contrapartida, os produtos que tiveram as maiores altas foram a batata (+7,59%) e a cebola (+ 7,58%).
Na análise mensal, compreendida entre 17 de abril e 16 de maio, a Cesta de Compras também ficou mais barata, com queda de 0,93%. Para as famílias com rendimento até oito salários mínimos o recuo foi de 1,03%. Entre as que têm renda acima desse valor a retração foi de 0,86%. Os itens que mais puxaram esse resultado para baixo foram o tomate, que acumulou deflação de 33,04% e a cenoura, com preço 27,07% menor. Por outro lado, a batata encareceu 37,70% e a cebola sofreu reajuste de 21,00%.
Desde o início do ano, a Cesta de Compras acumula alta de 3,18%. Nos últimos 12 meses apurou-se um aumento no custo da cesta de 1,37%.
A pesquisa Cesta de Compras reflete as variações de 6.440 preços, coletados em 200 locais, referentes a 39 produtos (32 de alimentação, 4 de higiene e 3 de limpeza), de maior peso no orçamento, consumidos por famílias de dez diferentes faixas de renda.
(Redação - InvestNews)